terça-feira, 1 de julho de 2014

terça-feira, 17 de junho de 2014

 
 
 
 
No próximo dia 26 de Julho completa-se um ano deste que o bluesman JJ.Cale nos deixou. Tinha então 74 anos.
 
Eric Clapton um dos seus principais cúmplices no mundo da música juntou alguns grandes nomes da música e o resultado é "The Breeze - Na appreciation of JJ.Cale" No horizonte temos um grande disco de guitarra com a participação de Tom Petty, John Mayer, Don White e claro Mark Knopfler.
 
Knopfler tem duas participações no disco, "Someday" e "Train to Nowhere".
 
 
O disco tem lançamento marcado para dia 29 de Julho.

Rolling Stones

 
O tempo condiciona os dias e por vezes temos que abdicar de coisas de que gostamos. Tem sido o meu caso em relação ao meu espaço "A Malta do Bairro", um sítio pacífico onde a música era ou é o seu principal fundamento.
 
Estou de volta!
 
Estou de volta porque o tempo me permite revisitar os meus discos de sempre e igualmente conhecer outros caminhos musicais.
 
Aqui estou depois de ler (e reler algumas partes) da Biografia do todo poderoso Mick Jagger e de ter começado a ler "Life", autobiografia do grande Keith Richard. Estes têm sido meses dedicados aos Rolling Stones e é por isso mesmo que fui escrevendo ou descrevendo , algumas das minhas opiniões em relação à banda e aos seus membros.
 
Espero que "A Malta do Bairro" possa vir a ser (ou voltar a ser) um espaço nosso.
 
Abraço!
 
 
Recentemente terminei a leitura da Biografia de Sir Mick Jagger. Depois de ler e reler algumas partes cheguei ao fim e o balanço é muito positivo. Não sendo um livro contado na primeira pessoa poderia cair na tentação de duvidar da sua veracidade, no entanto, tudo me pareceu claro, apesar de nem sonhar com metade das histórias.
Eu não me recordo em que parte da minha vida os Stones chegaram até mim, creio que os posso situar pela metade da década de 80, altura em que descobri bandas como os Dire Straits ou os Pink Floyd. Por essa época as grandes bandas e os grandes músicos surgiam com frequência, acho que é sempre assim quando estamos a começar a conhecer. Foi assim com MJ como ele relata no seu livro.
Para um puto como eu que adorava música dificilmente coisas como "Satisfaction" ou "Roadhouse Blues" (The Doors) me passariam ao lado. Se a ficha não caísse por essa altura, cairia mais tarde nas primeiras idas aos bares. Acho que qualquer miúdo que nos dias de hoje goste de música a sério já nutriu qualquer sentimento pelas canções que foquei ou por exemplo por "Smoke On the Water" dos Deep Purple. É quase impossível revelar indiferença ao incio de cada uma destas canções, o que não quer dizer necessariamente que se goste delas. Se gostas de boa música e estas num bar a beber um copo o que é que te acontece quando toca Start me Up? Ou bates com a mão no balcão, ou bates o pezinho e bora lá cantarolar, mesmo que não conheças a letra. Eu acho que foi assim desta maneira que os Stones entraram na minha vida, mas via rádio.
Ontem quando dava sequência à leitura de "Life", a autobiografia de Keith Richard, a determinada altura ele dava conta das noites em que com o seu pequeno rádio procurava pacientemente as melhores estações de rádio e depois se metia debaixo dos cobertores a escutar o som para não acordar os pais. Ele procurava  o Elvis, o James Burton ou os Everly Brothers e eu precisamente no mesmo processo procurava entre outras bandas pelos Rolling Stones. Provavelmente o meu rádio já seria bem melhor que o do Keith e se calhar até já tinha um pequeno fone só para um ouvido. Achei piada a esta história simples, porque tantos anos depois eu repeti o processo tantas e tantas vezes.
 
Eu não sei porque, mas nunca fiz nenhum esforço para ir ver os Stones nas suas passagens por Portugal, provavelmente por não nutrir aquela paixão óbvia. que tenho pelos Dire Straits ou até por outras bandas, mas confesso que sou um admirador fervoroso da lealdade da banda ao Rock N´Roll. São uma banda que ao vivo arrasa qualquer plateia por mais pequena ou maior que seja e digo isto sem me focalizar unicamente na figura do Mick. Para mim os Stones são o som que resulta do colectivo e não unicamente o que resulta da garra do frontman ou do guitarrista principal. Por isso fiquei algo desiludido quando percebi que por exemplo o Charlie durante décadas foi um simples assalariado, tal e qual, como foi o Billy. Fiquei desiludido quando percebi que o processo criativo do Ronnie foi estrangulado. Ainda  assim, dou comigo a pensar que se não tivesse sido assim muito provavelmente no dia 29 de Maio não tinha havido concerto na Bela Vista.
 
A história de Mick Jagger é fascinante, tem altos e baixos, tem sacanice, mas quase sempre conscienciosa. Para Jagger os limites eram para respeitar, quer fosse no uso de drogas e do álcool, como em possíveis abordagens ao sistema politico quer em entrevistas, ou concertos. O que menos gostei foi da sua falta de Lealdade para com as suas mulheres e até para com a sua primeira (ou segunda) filha, Jade a quem tardou reconhecer a paternidade. 
O braço de ferro entre Mick e Brian Jones pela liderança da banda também me parece ter sido um dos pontos principais no declínio deste. O tempo e o carisma de Mick superaram e de que maneira a perícia de Brian. Mick quase sempre foi um membro sóbrio. No ar ficou a sensação de que os Stones deixaram algo por fazer em relação a Brian.
 
A luta ombro a ombro com os The Beatles foi outra das coisas que desconhecia. Os The Beatles eram um rival amável que se dava ao luxo de entregar canções ao Stones. Nunca me interessei muito pelos The Beatles, mas foram algumas as vezes em que fiz o exercício de procurar enquadrar as suas canções no seu devido tempo. Um amigo meu, um músico, que se chama Manel D´Avó fala-me muitos da banda quando nos cruzamos na noite. Penso que fizeram coisas boas e passei a gostar de George Harrinson, autor de "While My Guitar Gently Weeps", para mim a grande malha da banda que ganhou espaço no chamado "White Album". Também nunca achei piada ao John Lennon na sua vertente a solo, acho que escreveu uma ou outra coisa com principio meio e fim e pouco mais. Escreveu um hino eterno, é verdade, "Imagine". Mesmo pensando assim, acho que foi e é uma figura respeitável
Acho que de certa maneira a presença em cena dos The Beatles dava enfase ao Stones, conferindo-lhes um aspecto "mais sujo" do que na verdade tinham. Sendo o fruto proibido o mais apetecido os Stones foram ganhando consistência, ultrapassando barreiras e tornando o seu trabalho mais criativo, logo mais apreciado.
 
Também pelo caminho da longa história pude ler por diversas vezes coisas como " o disco não foi bem aceite", "o disco não foi bem conseguido" ou " a digressão não teve o sucesso esperado". A vida dos Stones não foi sempre azul bébé, pelo meio escreveram-se algumas páginas bem negras e inclusive a banda esteve perto da banca rôta, sendo em parte salva pelo "Príncipe" que até nem gostava das suas canções. Depois disso, a história das finanças foi um sucesso.
 
Após ler a biografia do Mick mantenho toda a admiração que tinha por ele, mas confesso que me desiludi muitas vezes com os princípios que levaram aos fins. Às vezes as coisas parecem ficção pura.
 Ainda assim, ele ganhou, chega quase ao final (sim porque os Stones estão quase no final) como sendo o grande deus vivo do Rock N´Roll. Ganhou milhões, teve quase todas as mulheres que quis, ganhou notoriedade à escala Mundial, é reconhecido no seu pais onde muitas vezes foi olhado com desconfiança, ajoelhou multidões. Acho que depois de surgirem os The Doors só mesmo o Jim o poderá ter superado. Ainda há dias um amigo me falava de Freddie Mercury comparando-o com Mick, mas honestamente, discordo. Os Stones batem os Queen e o Mick superou o Freddie a Km´s de distância. Talvez possa ser o facto de não ser um admirador dos Queen me leva a ter este pensamento, mas na verdade penso o mesmo em relação a Bono e gosto dos U2. Que me lembre agora, só mesmo Roger Daltrey , dos The Who, era comparável com Mick, tendo a vantagem à sua volta grandes personagens (grandes malucos) como o Keith Moon ou o Pete Townshend.
 
Independentemente de todas as histórias menos abonatórias, quando meto um disco dos Stones a tocar (como agora com "Goats Head Soap") são as canções que contam. A minha canção preferida chama-se "Paint It Black" e tenho muita admiração por mais umas quatro mãos cheias de canções, onde incluo "Miss You", "Harlem Shuffle", "Ruby Tuesday" ou "Under my Thumb".
 
Acho que agora a ler "Life" é que vou entrar na verdadeira atmosfera dos Stones. Sendo o livro sobre o Mick uma biografia e o do Keith uma autobiografia, por muito injusta que possa ser uma tentativa de comparação, eu acho que a atmosfera começa por ser diferente logo no inicio. As palavras são diferentes e a determinação dos dois também me parece serem muito diferentes. Vejo a história dos Rolling Stones como um paralelo à reacção de Keith face a um gajo grande que durante meses lhe batia quando este regressava da escola. Um dia o Keith, revoltou-se e virou a situação. Os Stones também tiveram algumas fases assim, saindo de baixo, vindo até cima.
 
 
Sérgio Costa

quarta-feira, 24 de julho de 2013

HAMMERSMITH FOI HÁ 30 ANOS...


O Brothers in Arms havia sido lançado já há uns bons tempos quando um dia na discoteca "A Poucachinha", em Portimão, vi uma cassete com o album "Love Over Gold".Eu pensava que os DS eram uma banda recente, com um disco publicado e que aquele seria um disco novo. Quando cheguei a Silves fui ter com o meu primo Raul Filipe e contei-lhe o que haveria visto, ele acabou de almoçar, levou-me ao quarto e deu-me uma cassete:

"Toma lá, ouve isto, se gostas tanto de DS tens que ouvir o disco ao vivo."

Percebi que os DS tinham um histórico, ao qual não tinha um acesso tão facilitado como nos dias de hoje em que basta um click e temos à disposição a vida de uma banda.

Fui para casa a correr, eu vibrava com os DS e estava ansioso. Naquela época tinha um leitor gravador que a minha mãe e a minha tia Antonieta me tinham oferecido a meias pelo Natal e era nesse aparelho que ouvia o meu som. Começei pelo lado B da cassete curiosamente, o lado A do disco 2. "Two young Lovers", toca a puxar a fita para trás, outras vez e mais outra vez. Demorei a passar para "Tunnel of Love". Pouco depois a fita da consumida "Memorex" enrolou. Pânico total, a que se seguiu uma operação que não correu lá muito bem. Ainda assim, a cassete continuou a tocar.
Durante anos passei muito do meu tempo ao lado destas canções e o Alchemy viria a transformar-se no meu disco preferido, está á frente de todos os discos. Gosto de todas as canções, adoro a intro, faço uma vénia ao final com "Going Home". Pelo meio, o que acontece não é adjectivável. Apenas sublinho o solo de "Sultans of Swing" por ser algum que unia os meus amigos do Bairro em torno de uma aparelhagem.

O meu primo Raul, um músico que tocava instrumentos de sopro, passava algum do seu tempo a tocar "Your Latest Trick", vibrava com o sax de Mel Collins, mas era de Private Investigations que ele gostava mesmo à séria. Eu também adorava e adora a canção.


Foi o meu primeiro vinil, foi meu companheiro de caminhada para a escola secundária, foi com ele que passei tardes com os meus amigos da época, na sala da Associação de Estudantes, junto ao gira discos que só mais tarde vim a ter. Lembro-me que havia um rapaz em Silves, que infelizmente já faleceu, que andava pela rua com o disco debaixo do braço. Era o culto do Vinil.

Lembro-me que desenhava as setas da convergência e da divergência por tudo quanto eram armários, mesas e cadeiras da escola onde uns anos mais tarde fui funcionário durante 12 anos. Durante muito tempo encontrava esses desenhos e as palavras ALCHEMY - DIRE STRAITS LIVE.

Uns tempos mais tarde foi o irmão do Raúl que entrou em cena. O meu primo António ofereceu-me o Alchemy em VHS. Tenho a cassete guardada, é uma reliquia e já vale uns bons euros. Ai, deixei o gira discos e passei para o video, passei para o video que não tinha e era na sua casa que passava algum do meu tempo, muitas vezes sozinho a ver o Alchemy.

Ontem 23 de Julho fez 30 anos que o ALCHEMY foi gravado. 30 anos.
Fez ontem 30 anos que se fechou a tour Love Over Gold em Londres, no Hammersmith Odeon, uma digressão que havia tido inicio no final de Novembro de 1982 com concertos, na Europa, Japão e Australia / Noza Zelandia onde os DS passaram o mês de Março de 1983 em concertos.

O Alchemy tornou-se numa parcela da discografia de grandes amantes de música, tornou-se numa referência cultural, num disco de culto, sendo um disco simples e sem os truques que os overdubs conferem.

Costumo dizer que o Mark nunca fez nada mau, talvez por ser um tipo que sempre se esteve a cagar para as imposições  que muitas das vezes os artistas são sujeitos e passados tentos anos a sua criatividade continua pura e intacta. Pelo meio deste trajecto longinquo saliento os diversos registos sonoros que os discos testemunham, desde os tempos DS até à carreira a solo, passando pelas bandas sonoras. É um génio. Eles foram uns génios enormes. Foram grandes do inicio até ao fim e a obra fala por si.

Hoje, entre a celebração dos 30 anos desde o último concerto da LOG Tour e a noite de Málaga (27.7) tenho que agradecer ao meu primo Raul, ele foi o responsável pela minha assumida paixão pelo Alchemy.

Eu lembro-me destas coisas, lembro-me porque na época foram coisas muito importantes para mim.

Para ti Raul, aquele abraço!

Sérginho

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A OITAVA NOITE...


Não foi fácil ver os dias a passar, a Tour a crescer e Portugal a ficar para trás. Knopfler não veio, não vem a Portugal pela primeira vez desde os tempos de On Every Street, ainda junto dos Dire Straits.
Passado o choque inicial, procurei ver até onde poderia ir para ver a Privateering Tour. Espanha pela proximidade, Bremen pelo conhecimento de três visitas à cidade alemã.

"Mas, e os bilhetes?"

Tarefa da Joana, mas foi atravês do Pedro França, um amigo que no dia 27 vai deixar de ser virtual, que recebi a dica de que no Corte Inglês haveria bilhetes. Excelente. Lá foi a Joana, a minha partner que se encarrega do processo logistico sempre que vou para a estrada e poucas horas depois tinhamos os nosso passes para a noite da Praça de Toiros em Malaga, cidade à beira mar. Se estavamos em Dezembro ou em Janeiro, já não consigo dizer.

Os dias passaram a correr, até chegarmos a este 19 de Julho.
Conto os minutos mas já contei os dias e os meses. Está quase!
O maior gozo disto tudo é que parece a primeira vez, a emoção já está à Flôr da Pele, tal qual aqueles dias que antecederam aquela noite de Maio de 92 em Lisboa.
Parece mentira mas este vai ser o meu 8º encontro com Knopfler, o primeiro fora de Portugal. Sinto-me um previlegiado...

Malada substitui Lisboa, mas se calhar até é melhor assim, é uma oportunidade fantástica de conhecer mais um pouco de Espanha e de mergulhar nas águas da cidade.

Quanto ao concerto, pouco tenho a dizer, é tudo simples porque não vivo fixado no alinhamento. Acho o passado tão rico que já não procuro antecipar sensações junto do YT. A grandeza de Knopfler e dos que consigo partilham o palco começa mas não acaba.
Ainda assim, espero uma canção, "Sultans of Swing". Mais do que isso será pedir muito. Que venham as canções dos discos a solo, seja lá o que fôr, irei flutuar.

Caro Pedro França, algures à mesa, ou ao balcão a promessa será cumprida. Vamos deixar correr, escorrer, fresca se possivel. Brindemos, celebremos !

Até Malaga...

domingo, 19 de maio de 2013

Mk Privattering Tour 2013 - Glasgow, Newcastle, Luxemburgo
















Neste últimos dias tenho revisitado algumas fotos que fiz nos concertos de 2012 dos UHF e que acabei por não publicar, aqui na Malta do Bairro ou na minha página de Facebook.

Aqui vos deixo algumas alguns momentos que captei na Amadora no dia 15 de Setembro de 2012.

Para mim e para todos os que partilharam estes momentos comigo, estas são fotos especiais, são uma boa recordação, mas o principal objectivo é abrir o apetite para os concertos que estão para chegar.












quinta-feira, 9 de maio de 2013

Mk Tour 2013 - European Tour

 Guy Fletcher, teclista da banda de Mark Knopfler, tem realizado ao longo das digressões autênticos testemunhos diários sobre a caminhada dos músicos, os concertos e as cidades por onde vão passando. Tem sido um trabalho de valor, muito pela sua qualidade, mas também forma como dia após dia o mantem actualizado. Estes documentários fotograficos são acompanhados por textos descritivos relatando episódios do dia a dia da banda.

Recentemente Knopfler iniciou uma nova digressão, digamos que é a segunda parte da digressão de promoção de Privateering, o último cd de originais editado na segunda metade de 2012. A primeira parte realizou-se pelo continente Americano com os palcos a serem partilhados com Bob Dylan e a tour Europeia teve inicio no passado dia 25 de Abril em Bucareste.

Com várias datas marcadas para Espanha, Portugal acabou por ficar de fora desta tour, sendo a primeira vez que isso acontece desde que ainda no tempo dos Dire straits, Knopfler tocou em Lisboa na Tour de "On Every Street". É lamentável, porque mesmo na era a solo, Knopfler continua a gozar de grande fama em terras Lusitanas, enchendo as salas por onde passou.

Aqui ficam algumas fotos dos primeiros dias desta nova digressão.