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terça-feira, 20 de julho de 2010

ANOS 80 NO ALGARVE

O mundo das canções é incerto, surpreendente, as ondas crescem e desaparecem. Foi assim com o punk, será assim com o hip hop e com outras correntes musicais por muito consistentes que pareçam. Os anos 80 são um pouco a excepção, quem por lá passou ganhou um lugar na história, mesmo que tivesse só feito um single de sucesso. São centenas as canções que nunca chegaram a ir para o baú, são dezenas e dezenas as bandas que ainda hoje se mantêm no activo e que nasceram nessa época ou um pouco antes. Outras bandas, como os Ultravox por exemplo, ficaram pelo caminho mas foram e são sérios casos de popularidade arrastando consigo milhões de seguidores. Eu acho que os anos 80 conseguiram desmembrar a onda do "IÁ MEU" que saltou dos anos 60 para a década seguinte, a maltinha fartou-se de levar com gente que não sabia se bem se queria fazer música ou se queria ir desta para melhor. Gosto do Dylan, do Cohen, da Baez, do Hendrix, da Joplin, do Morrison, mas imagino que quem acompanha-se o fenómeno musical já tivesse farto de tanta gente a "choramingar" o "Peace and Love", o "Iá meu", o "cool" etc e tal, tudo a monte, tudo mócado, tudo de garrafa de Whisky na mão. Há 25 anos atrás o Dylan apresentou-se em pleno palco do estádio JF Kennedy em Filadélfia para actuar no "Live Aid" completamente pedrado, sendo acompanhado pelo não menos pedrado Keith Richard, enquanto por exemplo o Sting estabelecia no palco de Londres parcerias com os Dire Straits e com Phil Collins, que não sendo artistas em ínicio de carreira estavam a íniciar carreiras fora das suas bandas, os "Police" e os "Genesis". As coisas tinham mudado, a imagem de um músico passou a ser mais fashion e sóbria, o som já tinha mudado, as novas tecnológias de estúdio tinham oferecido a possibilidade introduzir novas sonoridades, a lucidez passou a ser outra e os grandes discos começaram a aparecer. Momentos como "Born in USA" do Springsteeen, "Brothers in arms" dos Straits, "Reckless" de Adams,"Thriller" do Jackson, "Misplaced Childhood"dos Marillion, o "Joshua" dos U2 deixaram a sua marca nas caixas registadoras dos proprietários das discotecas e mantiveram-se meses nos tops de vendas de lp´s.
Ainda assim foram as canções o que mais se destacou, os singles tornavam as canções populares porque corriam de mão em mão e ficavam registadas nas carismáticas K7´s audio, pois ainda não havia o facilitismo da rádio, era preciso ver o que o vizinho do lado tinha e fazer a troca. A New Wave produziu canções inesqueciveis e uma imagem mais sobria, se bem que também tinha a sua pontinha de irreverência, a pop bem mais alegre e dinâmica deixou sucessos memoráveis e as baladas na época apelidadas de slow´s eram para dançar. A pontinha de saudade bate sempre quando toca uma canção desse tempo.
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Uma palavra para Portugal que à entrada dos anos 80 viu surgir o "Boom do Rock" cantado em Português, com algumas bandas a consquistarem legiões de seguidores (UHF, Xutos, Veloso, Taxi) e posteriormente na segunda metade da década viu surgir o som Pop genuino com uma oferta altamente diversificada e com influências evidentes do que se vazia principalmente em Inglaterra. Bandas como Radar Kadafi, Doctores e engenheiros, Ban, Mler ife dada a deixarem registos importantes. Curiosamente foi nesta fase que Censurados e Peste e Sida deram voz ao Punk Português numa altura em que o Punk já não era onda. Desses tempos por cá continuam os Xutos, os UHF, o Veloso (a fazer canções para chorar é certo), os Mão Morta, os Táxi e os Peste voltaram.
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Nos últimos meses os anos 80 emergiram, tributos aos Queen, a Bryan Adams, concertos com Alphaville, Spandau Ballet, The Waterboys, Prefeb Sprout, Peter Murphy, John Waite, novamente Alphaville, festas anos 80 por todo o pais, eu próprio já participei numa como dj, as canções a rodar nas rádios como se de sucessos contemporâneos se trata-se - tudo debaixo da "supervisão" da M80, provavelmente os grandes impulsionadores deste regresso ao passado.
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No dia 31 de Julho, terá lugar mais uma data da "Tour" de festas promovidas pela M80, desta vez a provincia escolhida foi o Algarve e o local o Centro de Congressos do Aráde, aqui logo ao lado da metrópole, a cidade de Silves. Vai encher, é óbvio, aliás vai transbordar devido à época do ano que é, mas há que não perder a chance de voltar a juntar os amigos de longa data, de curtir as canções que nos deixaram saudade e nos estão na ponta da lingua. Vamos vestir o Meguinha de Jeans, colocar-lhe umas correntes, um brinquinho e lá vamos nós.
Bebida, som alto e uma setlist de luxo é aquilo que se pede...
Nota: O tempo encarregou-se de colocar Cohen como um dos meus compositores preferidos, é fantástico. If it be your will...
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Weendy James - Transvision Vamp, para trás ficaram sucessos como "I want you love" ou "I don´t Care".
Os míticos Simple Minds, com Don´t you tornaram-se numa das principais referências musicais dos anos 80. Nasceram nos anos 70 e já vão com mais de 31 anos de carreira. Foram 4 os concertos que vi dos Minds - Alvalade, Algés, Atlântico e Estádio do Algarve.
Maria Vidal a cantora de "Body Rock"
Duran Duran - Umas principais bandas pop / new wave da década de 80.
Desireless - Voyage Voyage, foi o grande contributo da França para a década de 80.
Hoje é uma das muitas canções que carrega o simbolismo desses anos
Giorgio Moroder - um mestre na música electrónica deixou como herança o hino "Together in electric dreams"

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