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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Summer Tour



OS CONCERTOS DE VERÃO
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The Waterboys
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O verão de 2009 não abundou em concertos, não é que não tivessem acontecido eu é que andei muito quietinho. Honestamente penso que temos coisas a mais para um cantinho tão pequenino que somos. Ainda assim eu agradeço a possibilidade de poder ver os THE STRANGLERS de borla a 7km de minha casa, soube bem. Abdiquei não porque queira, mas porque a minha actividade de treinador de futebol não me permite de frequentar o Sudoeste se bem que tenha saudades das noites por entre o som e a cerveja, sempre na companhia dos melhores amigos.
Mencionarei aqui apenas 3 espectáculos, The Waterboys, James e The Stranglers começando pelos meus preferidos, os The Waterboys.
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Aconteceu no Rock One no autódromo do Algarve uma pequena desilusão com uma das minhas bandas preferidas, pois de fora da Set List ficou "The pan within", "The Stolen Child", "The whole of the moon", "Medicine Bow", "The raggle taggle gipsy", "This is the Sea", "We will not be lovers", entre outros temas que considero essenciais. Eu entendo que as bandas têm que procurar vender o peixe recente, mas, nunca imaginei um concerto de Waterboys sem "The pan Within". Pelo meio um cheirinho aos tempos de Oiro com "Don´t bang the drum /Spirit" de "This is the sea" e mais á frente a fechar o clássico bombástico "Savage earth heart". Do concerto fixei "Peace of iona", grande canção com um fantástico solo de violino que no dia seguinte descobri que está no único disco oficial em concerto dos Waterboys. Enfim, fiquei um pouco desiludido com estes aspectos, mas, deu para apreçiar a excelência dos músicos. Para a história fica o momento absurdo em que alguém resolveu esconder a minha maquina fotográfica de forma a que eu não conseguisse hoje ter uma foto sequer da noite em pela segunda vez vi os The Waterboys._

JAMES
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Simplesmente incrível a empatia criada com o público, as canções estiveram soberbas e a energia de Tim Booth foi contagiante. Fantástico o momento em que Tim sai do palco e percorre o corredor central cantando "Born of Frustration" no meio do publico, foi lindo. Quando pela primeira vez vi os James Tim também saiu do palco e passou-me ao lado. Ficam as memórias de um som fantástico de um público fiel, quem lá estava morria de saudades pela banda e pelas canções. "Say Something", "Sometimes", "Laid", "Getting away with it", "Ring the bells", "Sound", e claro "Sit Down" fizeram parte entre outras do leque de canções. A última imagem que fica é a da banda enquanto caminhava no varandim das boxes do autódromo rumo aos camarins a ser efusivamente aplaudida por quem ali passava. Espero que os James tenham vindo para ficar.--


THE STRANGLERS
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Eu nunca tinha visto os Stranglers, bom mas tenho um video VHS fantástico gravado no Royal Albert Hall em Londres que vi dezenas de vezes e também a maioria dos discos. Sempre apreciei a banda. Dos Stranglers gosto especialmente do baterista Jet Black e do Sr. Greenfield que toca teclas. Em lagoa percebi a importância de J.J Burnel na estrutura da banda, nos Stranglers o baixo ouve-se e de que maneira e para além disso tem excelentes dotes vocais. Uma palavra para definir a noite : FANTÁSTICA. Ver os Stranglers no meio de ingleses regados de cerveja na companhia de filhos e netos que conheciam cada canção, foi uma óptima sensação. A meu lado vibrava Miguel Ângelo dos Delfins um incondicional fã dos Ingleses, saltando a cada momento, cantando cada canção.
O vocalista, Baz Warne, que se não estou em erro é o segundo depois da saída Cornwall foi outra boa surpresa, gostei da forma agressiva com que toca guitarra adoptando algumas vezes uma postura corporal influenciada pelo Metal mas tem como principal particularidade conseguir emprestar a sua voz ás canções antigas de forma eficaz. Vestidos de preto os Stranglers passaram em revista uma carreira que teve inicio em 1974, ligeiramente antes do Boom do Punk Inglês e acabaram por vir a ser uma das bandas mais importantes dos anos 80.
Um amigo meu que via o concerto lá mais atrás dizia-me no dia seguinte - "Epá os velhotes estavam mesmo de gosto", eh eh eh, foi giro e acho soberbo um músico como Jet Black que nasceu em 1938 tocar bateria daquela forma. Apesar dos James terem sido fantásticos, este é o meu som, o som dos Stranglers tem tudo a ver comigo talvez por ser mais agressivo, a imagem da banda é mais forte talvez por transmitir posturas que os músicos das décadas de 70 e 80 usavam. Sozinho fiz a minha festa, recuei no tempo através daquilo que eu mais gosto que é a música, cada vez mais a música está à frente de tudo o que é lazer.
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Algumas das canções da Noite:
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Choosey Susie
Waln on by
(destaque para um fantástico solo de Baz)
Always the Sun
(Entoada em couro pelos milhares presentes)
Golden Brown
(Canção mítica e intemporal)
Peaches
(vem la bem de trás)
Duchess
(outra dos tempos primórdios)
All day and all of the night
Skin Deep

Para o fim ficou o hino "No More Heroes" que teve ínicio com umas pancadas de Burnell no seu baixo. Bom, quando os Stranglers sairam do palco pela segunda vez fiquei a tentar adivinhar que canção tocariam a seguir, sabia que faltava qualquer coisa mas confesso estar esquecido de "No More Heroes", canção emblemática da geração Punk e que me deu especial gozo poder ver e ouvir ao vivo. Para mim foi o momento da noite.
Apenas lamento a ausência da minha canção favorita "Down in the sewer", uma música de estrutura longa, na sua maioria instrumental onde todos os instrumentos sobressaem. "Down in the sewer" é uma das músicas preferidas de entre os milhares que conheço.
Espero que os Stranglers continuem por mais anos sempre mostrando a vontade e a competência da noite de 30 de Agosto em Lagoa, cá estarei para ver, ouvir e aplaudir.

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