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terça-feira, 3 de julho de 2012

O REGRESSO A ALMADA


A compra do duplo disco acústico "Ao Norte" concedia o passe de acesso ao regresso dos UHF a Almada, cidade que há quase 35 anos viu nascer a banda. Desde o dia de lançamento do disco que o tenho, tal como o passe. Antes já tinha adquirido o bilhete para o concerto do Sting no Estádio Municipal de Oeiras que aconteceu o precisamente na noite anterior. Enfim, tudo se encaixou. Um cenário perfeito.

A noite de Almada foi de certa forma o prolongamento do disco acústico, embora pelo meio da set list tivessem acontecido algumas surpresas. Gostei da nova canção, "A minha geração", curiosamente a única que teve direito a guitarra eléctrica. O quarteto de canções que em minha opinião são o elo mais forte do disco Unplugged disseram presente, "Voo para a Venezuela", "De um homem só", "Concerto" e "De carrosel". Todas elas são canções que estão quase de mão dada cronológicamente, situando-se ainda na primeira metade dos anos 80, prova de que a banda não se "envergonha" das camposições dos seus primeiros anos de carreira. Estas canções que a banda foi buscar soam a novas, renasceram e espero que tenham vindo para ficar. O tema "Concerto" é algo patromonial.

Destaque para os "Cavalos de Corrida", ufa, que empenho o do AMR. A clareza da sua voz, a magia das palavras, a sua posse mais expressiva tornaram o momento especial. A canção está de pernas para o ar, não tem nada a haver com o seu original. Eu acho que são estas transformações que muitas vezes fazem as canções ficarem connosco.

"Não me deixes ficar aqui", "Ao Norte" fez-me olhar para este momento com outros olhos. Esta tinha sido uma canção que honestamente me tinha passado um pouco ao lado nos tempos da "Santa Loucura". Este regresso em formato acústico fez-me perceber que nos próximos tempos há que voltar a pegar nos discos originais. Para trás ficaram tantas canções, há que redescobri-las.

A influência sempre presente de José Afonso proporcionou-nos dois momentos soberbos, "Vejam bem" e a surpreendente "Grandola Vila Morena". O côro fez-se ouvir.

Dos tempos mais recentes destaco também duas canções, "Porquê?", a canção titulo do último disco de originais e claro "Portugal somos nós". Duas canções de que sempre gostei, partes integrantes de um disco critico e denunciador das dificuldades que temos em sermos Portugueses.

A última canção que destaco é obviamente "Jorge Morreu". Este tema carrega consigo um simbolismo enorme, foi o principio de tudo. Para mim, o Jorge estaria em todos os alinhamentos dos concertos. O António explicou a origem da canção, a história de um toxicodependente que não aguentou a pressão acabando por se suicidar no Algarve. O Regino na canção passou a chamar-se Jorge e a sua história traduziu-se numa das primeiras canções Rock cantadas em Português. Infelizmente esta é uma história que se repete por esse mundo fora.

No final das canções e da celebração de uma plateia em pé, o reencontro com a banda, desta vez fora do camarim.

Outras canções da noite:
Brincar no fogo
Quero entrar em tua casa
Na tua cama
O vento mudou
Jorge Morreu
Dança Comigo (a primeira vez)
Quando (dentro de ti)
Rua do Carmo
Matas-me com o teu olhar
Viver para te ver
Menina que estás à janela (canção à qual não acho piada nenhuma neste formato)

A memória não me permite recordar mais nenhuma canção, mas sei que falta aqui alguma coisa.

Segue-se ao regresso ao formato eléctrico e aos concertos ao ar livre. Não será fácil reencontrar os UHF nos próximos tempos, mas quem sabe se na segunda quinzena de Agosto não perderei a cabeça e arrancarei rumo a... (???)

Jim Morrison
41 anos depois do adeus

Faz hoje, 3 de Julho 41 anos que Morrison faleceu.

É incrivel o carisma que consegue manter junto dos verdadeiros fans da música. O seu espirito mantem-se, as suas histórias continuam a ser contadas, o seu estilo único está vivo. Foi um heroi, o verdadeiro heroi que conseguiu convencer-me a ouvir as suas canções mesmo tendo eu nascido depois da sua morte. É único.
Visitei o "Rei Lagarto" em Fevereiro de 1995, na primeira vez que fui a Paris. Um dia quando lá voltar, voltarei ao Pere Lachaise.

Au revoir.

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