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segunda-feira, 25 de junho de 2012

dIRE sTRAITS aLGARVE 25-08-92


Quando foi anunciada a segunda data da "On Every Street" para Portugal eu nem queria acreditar. Os Dire Straits vinham a Portugal pela segunda vez no mesmo ano, desta vez para actuar no Estádio de São Luis em Faro. Dire Straits no Algarve era algo impensável, porque não era habito as grandes bandas incluirem esta provincia no seu roteiro.

Em "On Every Street" os Dire Straits seguiam o sol e este concerto com consequência de um pequeno periodo em que não estavam calendarizados concertos a seguir à passagem por Espanha. Não tenho bem certeza mas Vale de Lobo foi o local escolhido pela banda para passar um curto periodo de "férias" até ap regresso à estrada. A 25 de Agosto de 1992, há quase 20 anos atrás, Knopfler surgiu em palco bronzeado pelo Sol Algarvio.

Algumas semanas depois do concerto no Estádio do Sporting foi anunciada a data de Agosto, as memórias ainda estavam frescas e já eu andava outra vez numa ansiedade louca para conseguir o meu passe para o concerto. Em Lisboa tinham viajado comigo o Nuno Bruno e o Batata, mas para Faro seria diferente. Na relva do São Luis seriamos uns quantos a vibrar com as canções da banda. Lembro-me que o Batata e o Nuno Bruno tamém estiveram em Faro e que a nós se juntou também o Marco Baeta e o Queimadinho. Recordo-me bem de dentro do Estádio encontrar o amigo Tomané (a descansar em paz) e a esposa Mária José.

O dia foi louco e recheado de excesso de Cerveja. Abri o Nosso Bar em Silves. Ás 13h00m já o Pedro Nuno ou o Sapo me serviam umas cervejas e já eu estava equipado de lenço à volta da cabeça, tal e qual como Mark usava. A viajem para faro fez-se a meio da tarde, numa estrada nacional 125 entupida pelo trânsito de Verão e com a zona de Faro intrânsitavel. Dentro do carro, o calor e o carismático chulé dos pés do Baeta causavam algum mau estar.

Já nas imediações bebemos umas cervejas e enchemos umas garrafas de litro e meio para levar para dentro do estádio, afinal fora dele a cerveja era bem mais barata.
Tal como em Lisboa voltei a adquirir uma t´shirt oficial e também um boné.
O ambiente estava espectacular embora diferente do ambiente que se viveu em Lisboa. No Algarve, em Agosto estavam cá Ingleses aos pontapés que aproveitaram para dar um toque "British" ao estádio. Quando olhava à minha volta chegava a pensar que estava na Wembley Arena. Mais tarde isso traduziu-se no som vindo do público. Foi o máximo.

Frente ao palco 15.000 seguidores dos Dire Straits, banda que nos anos 80 se tinha tornado no maior fenómeno musical da época muito por força de "Brothers in Arms".
Entre Alvalade e Faro tinha sido transmitido por um Suiço o concerto de Basel e eu tinha conseguido essa gravação, por isso estava tranquilo embora eufórico.

O alinhamento foi praticamente igual a Lisboa, Knopfler trocou a meio do concerto "When it comes to you" por "Fade to Black" e "Tunnel of Love" por "Telegraph Road". De resto, tudo igual. O Som esteve fantástico e a banda estava animada.

Vou tentar recordar-me de todo o alinhamento:

CALLING ELVIS
WALK OF LIVE
HEAVY FUEL
ROMEO AN JULIET
THE BUG
PRIVATE INVESTIGATIONS
SULTANS OF SWING
YOUR LASTEST TRICK
FADE TO BLACK
ON EVERY STREET
TWO YOUNG LOVERS
TELEGRAPH ROAD
___________________
BROTHERS IN ARMS
MONEY FOR NOTHING
___________________
SOLID ROCK
WILD THEME from Local hero

Peço perdão se tiver cometido alguma gralha.

Hoje apenas tenho o bilhete como recordação. O meu amigo Sérgio Baltazar ainda me arranjou um cartaz gigante com a promoção do concerto, mas já não sei dele.
Também me recordo de poucos momentos antes do ínicio do concerto ter largado a malta e de ter ido para frente ao palco. Vi o concerto praticamente sozinho, até que mais tarde o Queimadinho veio fazer-me companhia. Os solos de guitarra levaram anos a fazer eco nos meus ouvidos, em Lisboa por exemplo, a minha fixação por Knopfler levou-me a que nem me apercebe-se da presença de Paul Franklin. "Sultans" viria com os anos a tornar-se uma canção simbolo para os aficcionados dos Straits e na nesta altura já a canção tinha ganho um estatuto de mega hit, provavelmente como resultado da versão do Live Alchemy e da presença dos Dire Straits no Live Aid. Na tour de "On Every", Sultans teve direito a uma bateria só para si, com Chris Whitten a descer até ao pé de MK para essa mesma bateria, de onde sairá um som seco e crú. Ainda hoje, Sultans leva o povo ao delirio, desde este dia em Faro já vi MK ao vivo por 5 vezes e em todos esses concertos vi as pessoas a terem reacções que não têm com as outras canções, excepto nalgumas vezes com "Brothers in Arms".

Voltando ao alinhamento, como é óbvio queria que a banda toca-se "Telegraph Road" porque haveria tocado o "Tunnel" em Lisboa e assim aconteceu. É uma canção épica, parte integrante do melhor disco de originais, "Love over gold".

Cerca de um ano após o final da Tour foi editado o disco "On the Night", um live com canções gravadas na Holanda e na Arena de Nimes, França. "On the Night" também teve edição em VHS e posteriomente em DVD. Neste momento possuo umas das outras noites em Nimes em edição pirata que tem o concerto na integra.

Enfim, poderia ficar aqui a recordar estes tempos na esperança de uma lembrança puxar por outra lembrança, vou terminar. Em baixo, o line up dos Dire Straits na "On Every Street World Tour":

MARK KNOPFLER - guitarra e voz
JOHN ILLSLEY - baixo e voz
ALAN CLARK - teclados
GUY FLETCHER - teclados e voz
CHRIS WHITE - sax e voz
CHRIS WHITTEN - bateria
PHIL PALMER - guitarra e voz
DANNY CUMMINGS - percussão e voz
PAUL FRANKLIN - pedal steel guitar

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