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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

 
 
As opiniões dividem-se quando se fala das novas canções que os Pink Floyd deram ao mundo no passado dia 10 de Novembro. É claro que todos temos direito à nossa opinião e quando o assunto é a música os gostos acabam por se dividir. No caso especifico dos Pink Floyd ou dos Rolling Stones, pessoas com opiniões diferentes podiam levar noites e dias a fundamentar gostos que o ponto final jamais aconteceria. Seria certamente uma conversa positiva, já que gostar mais deste ou daquele álbum não significa forçosamente não gostar do outro. Bem, num café da esquina, a prosa com o Carlos Rocha teve que ser cortada, sob a pena de passarmos lá o resto do dia. O assunto "The Endless River" desaguou forçosamente na história apaixonante de uma banda que mergulhou em tantos conflitos. Em muito pouco tempo percorremos tanta coisa conscientes de que só focamos o mínimo dos mínimos. O novo cd não nos trouxe só música que nunca tinha sido apreciada, mas também nos trouxe os Pink Floyd fora daquele registo saudosista de tantos e tantos dias. Digo isto, porque neste momento a banda é para mim uma realidade física, é uma banda como qualquer outra, ainda que, as canções apresentadas remontem ao longínquo ano de 1994, ano em que tive o grato prazer de os ver ao vivo. Na segunda-feira foi bom voltar a ouvir no seu máximo esplendor o Rick a tocar, foi uma sensação única, foi como se o homem ainda estive vivo.
 
As opiniões dividem-se, mas a malta que franziu o nariz apenas diz que prefere as canções vocalizadas. Tenho que rir sorrateiramente e penso:
"Este é daqueles que não sabe que dos Pink Floyd se pode esperar tudo".
 
Já escrevi e repito, que este disco percorre a sonoridade e estilos de toda a discografia da banda, é como que, se estive a comprar parte do "Whish you were here" ou se estivesse a conhecer pela primeira vez os dias do "Meddle". Mas, eu entendo aqueles que preferem a fase das palavras, pela simples razão de que as palavras eram fortes, como que se fossem uma cereja no topo do bolo.
 
Quando olhamos uns para os outros é indisfarçável uma certa amargura que o fim ou a sua proximidade nos entregou e penso que todos quereríamos ver o Roger perto do David e do Nick. Não foi e não vai ser possível...
 
Oiçamos a música...

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